seção (John Coltrane) 22 CD’S

Comparação de Obama e John,não é que eles se parecem!

Jazz For Obama

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1961 – My Favorite Things – John Coltrane

My Favorite Things é considerado por muitos críticos e ouvintes uma significante e histórica gravação. Foi a primeira sessão gravada por Coltrane para o selo Atlantic e a primeira a apresentar o novo quarteto que Trane acabara de formar: McCoy Tyner – Piano, Elvin Jones – Bateria e Steve Davis – Baixo. É um álbum com profunda mudanças do estilo bop, introduzindo revisitações harmônicas mais complexas, pricipalmente nas músicas: “My Favorite Things” (uma valsa de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein, usada no filme Noviça Rebelde de 1965), e “But Not For Me” (de George Gershwin). Em uma época em que o saxofone soprano se tornava obsoleto por alguns musicos, Coltrane demonstrou uma inventiva habilidade para o idioma do jazz. O standard “Summertime” é notável por seu ritmo alegre, e pela demonstração da técnica sheets of sound (folhas de som, muito usado por Coltrane), uma total antítese à melancolia de Miles Davis na versão lírica de Porgy and Bess. “But Not For Me” é reharmonizada usando outra técnica de John Coltrane chamada Coltrane changes, apresentando um longa coda sob uma progressão em II-V-I-vi. A faixa título é uma versão modal de autoria de Richard Rogers e Oscar Hammerstein do musical The Sound of Music. A melodia é escutada diversas vezes por todos os 14 minutos de duração, e ao invés de solar sobre os acordes escritos, tanto Tyner quanto Coltrane tocam os solos sob vamps de dois acordes tônicos “E” menor e “E” maior. O solo de Tyner ficou famoso por ser extremamente cordal e rítmico ao contrário de desenvolver melodias. No documentário The World According to John Coltrane, o narrador Ed Wheeler diz: “Em 1960, Coltrane deixa Miles Davis e forma seu prórpio quarteto para explorar o estilo modal, com livres direções com certa influência Indiana. Eles transformaram “My Favorite Things”, a famosa e alegre canção de The Sound of Music, uma hipnótica dança abdal. A gravação virou um hit tornando-se a gravação de Coltrane mais requisitada. Gravado em 21, 24 e 26 de Outubro de 1960 na cidade de Nova Iorque.

Nota: Em 3/3/1998 foi relançado pela Atlantic – WEA com duas faixas bonus: My Favorite Things pt. I e pt. II (Single Version)

Faixas:

01 – My Favorite Things

02 – Everytime We Say Goodbye

03 – Summertime

04 – But Not for Me

Musicos:

John Coltrane – Sax. Soprano (Faixas 1 & 2), Sax. Tenor (Faixas 3 & 4)

McCoy Tyner – Piano

Steve Davis – Baixo

Elvin Jones – Bateria

1957 – Prestige 7105 – John Clotrane

“Trane era o saxofonista mais ruidoso e mais rápido que eu já ouvi. Tocava rápido e alto, ao mesmo tempo, o que é difícil de fazer. Porque quando a maioria dos músicos toca alto, se trava. Já vi muitos saxofonistas se enrolarem tentando tocar assim. Mas Trane fazia isso e era fenomenal. Era como se estivesse possuído, quando levava aquele instrumento à boca. Era muito apaixonado – feroz – e ao mesmo tempo muito tranqüilo e delicado quando não estava tocando. Um cara puro.

Jamais compôs coisa alguma durante o tempo que esteve em meu conjunto. Tudo que fazia era começar a tocar. A gente conversava muito sobre música nos ensaios e a caminho do trabalho. Eu lhe mostrava muita coisa, e ele sempre escutava. E eu dizia:

– Trane, tome aqui estes acordes, mas não é pra tocar assim o tempo todo, não, sabe? Isso quer dizer que você tem dezoito, dezenove coisas diferentes pra tocar em dois acordes.

Ele ficava ali sentado, de olhos arregalados, absorvendo tudo. Trane era um inovador, e a gente tem de dizer a coisa certa às pessoas desse tipo. Por isso que eu mandava que ele começasse no meio, pois era assim que sua cabeça funcionava mesmo. Ele buscava desafios, e se a gente lhe desse o troço errado, ele não escutaria. Mas era o único músico que podia tocar aqueles acordes que eu lhe dava sem fazê-los soar como acordes.

Depois do trabalho, ele voltava pra seu quarto de hotel e praticava, enquanto todos os demais andavam pela rua. Praticava durante horas, depois de acabar de tocar três sets. E mais tarde, em 1960, quando lhe dei um sax soprano que conseguira com uma conhecida de Paris, uma antiquária, isso teve um efeito no seu tenor. Antes de ganhar aquele soprano, ele ainda tocava com Dexter Gordon, Eddie “Lockjaw” Davis, Sonny Stitt e Bird. Depois de ganhar o instrumento, seu estilo mudou. Depois disso, não tocava mais como ninguém a não ser ele mesmo. Descobriu que podia tocar mais suave e mais rápido no soprano que no tenor. E isso realmente o deixou ligado, pois não podia fazer no tenor o que podia no alto, porque o soprano é um instrumento direto, e como ele gostava do registro baixo, descobriu que também podia pensar e ouvir melhor com o soprano do que com o tenor. Quando tocava o soprano, depois de algum tempo, parecia mais uma voz humana, um lamento.

Depois que gravamos aqueles últimos lados pra Prestige, em outubro de 1956, levei o grupo de volta ao Café Bohemia, e foi lá que aconteceu muita coisa entre Coltrane e eu. Essas coisas já vinham se acumulando há algum tempo. Cara, era uma merda ver o que ele fazia consigo mesmo, a essa altura já se achava realmente dependente da heroína, e também bebendo muito. Chegava atrasado e cabeceava no palco. Uma noite, fiquei tão puto com ele que lhe dei um tapa na cabeça e um soco na barriga, no camarim. Thelonious Monk estava lá nessa noite; fora ao camarim dar boa-noite e viu o que eu fiz com Trane. Quando viu que Trane não reagia e apenas ficava ali sentado como um bebezão, se revoltou. Disse a Trane:

– Cara, do jeito que você toca saxofone, não tem de aceitar essa merda; pode vir tocar comigo quando quiser. E você Miles, não devia bater nele desse jeito.

Eu estava tão puto que pouco ligava pro que Monk dizia, porque, pra começar, não era da conta dele. Despedi Trane essa noite, e ele voltou pra Filadélfia, pra tentar se livrar do vício. Me senti mal mandando-o embora, mas não via que mais podia fazer nas cincunstâncias.

Por mais que eu gostasse de Trane, nós não andávamos juntos depois que deixávamos o estrado, porque tínhamos estilos diferentes. Antes, era porque ele vivia afundado na heroína, e eu acabara de sair dessa. Agora ele estava limpo e quase não saía, voltava direto pro hotel, pra praticar. Sempre levara a música a sério, e sempre praticara muito. Mas agora era quase como se estivesse numa espécie de missão. Me dizia que já fizera muita confusão, perdera muito dinheiro e não dera muita atenção à sua vida pessoal, à sua família e, acima de tudo, à sua música. Portanto, só se preocupava em tocar sua música e crescer como músico. Era só no que pensava. Não podia ser seduzido pela beleza de uma mulher, porque já fora seduzido pela beleza da música, e era fiel à sua esposa. Quanto à mim, depois que acabava a música, eu saía logo buscando a dona boa com quem ia ficar naquela noite. Cannonball Adderley (vocal) e eu conversávamos e saíamos às vezes, quando eu não estava com alguma mulher. Philly e eu ainda éramos amigos, mas ele vivia se enchendo de droga, ele, Paul e Red. Mas éramos todos amigos e todos nos dávamos muito bem juntos.” (“Miles Davis, a Autobiografia” – pp 180, 194 e 195)

Prestige 7105 é um álbum fantástico que reúne alguns dos clássicos de John Coltrane, um dos saxofonistas mais cultuados do jazz, que começou sua carreira tocando em big bands, fez parte do grupo de Miles Davis, durante cinco anos, além de ter liderado, a partir de 1960, um quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones. São seis faixas com o melhor de seu estilo, entre elas, “Violets for Your Furs” e “While My Lady Sleeps”, alguns dos destaques. Algo que não pode faltar em sua coleção. Gravado em 31 de Maio de 1957

Dica: Les Musiciens de Jazz et Leurs Trois Voeux – Pannonica de Koenigswarter (Ed. Ruchet-Chasiel). Boa leitura.

Faixas:

01 – Bakai

02 – Violets For Your Furs

03 – Time Was

04 – Straight Street

05 – While My Lady Sleeps

06 – Chronic Blues

Musicos:

John Coltrane – Sax. Tenor

Johnnie splawn – Trompete

Sahib Shihab – Sax. Barito

Red Garland – Piano (1-3)

Mal Waldron – Piano (4-6)

Paul Chambers – Baixo Acustico

Albert Heath – Bateria

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1961 – Thelonious Monk with John Coltrane

Ele foi o mais importante saxofonista surgido depois de Charlie Parker, desenvolvendo um novo modo de tocar que ampliou os horizontes do jazz. Evoluiu do hard bop para o jazz modal e o free, incorporando estruturas da música indiana e imbuindo suas interpretações de forte carga emocional e mística. Suas “sheets of sounds” (sequências de notas tão rápidas e longas que davam a impressão “folhas” ou camadas de som) tornaram-se um desafio para os saxofonistas. John William Coltrane nasceu em Hamlet – Carolina do Norte em 23 de setembro de 1926. Tocou em grupos de rhythm & blues e depois com Dizzy Gillespie e Johnny Hodges. Atingiu a maturidade musical no lendário quinteto de Miles Davis nos anos 50 no qual permaneceu de 55 a 60 tendo participado do lendario “Kind of Blue” marco do jazz modal. Nesse período também fez uma histórica colaboração com Thelonious Monk e lançou em 59, “Giant Steps” sua primeira grande obra como líder na qual já esboçava as “sheets of sounds”. Ao deixar Miles formou o clássico quarteto que incluía McCoy Tyner (piano) e Elvin Jones (bateria). Ainda em 60 lançou “My Favorite Things” outra obra-prima. Suas experimentações atingiram a plenitude em “A Love Supreme” de 64 onde mergulhou na música indiana e no espiritualismo. “Ascension” de 65 marca sua adesão ao free jazz. Estava no auge da carreira quando em 17 de julho de 67 morreu de infecção hepática em Huntington – Nova York. Nos anos 30 o jazz era a melhor diversão e música para dançar. O bebop o intelectualizou, almejando convertê-lo em forma de arte. Coltrane levou-o a um novo patamar adotando uma atitude espiritualista perante a música. Ele “escreveu” seu próprio livro sagrado – o LP “A Love Supreme” de 64, que dedicou a Deus. Os quatro temas do disco sucedem-se como uma oração sem palavras (com exceção da frase mântrica que dá nome a ele) capaz de comover o jazzófilo mais ateu. Apesar de manifestar interesse pela cultura hindu, ele parecia não se vincular a uma religião específica. Sua crença era de que todas as pessoas deveriam se esforçar em prol de um mundo melhor e que a música poderia ser um veículo para transmitir pensamentos positivos. A “pregação” de Coltrane foi bem sucedida. Seus mais fiéis seguidores, o saxofonista Pharoah Sanders e a viúva Alice Coltrane também adotaram uma postura devocional e positiva diante da música e da vida. Thelonious Monk & John Coltrane traça um perfil da genialidade do mestre. Coltrane tinha uma verdadeira admiração por Monk “ele é um dos poucos que realmente pensa a música. Monk é um arquiteto musical da mais alta ordem.” Juntos gravaram esse albúm que apesar de registrado em rolo em Abril e Julho 1957 so foi lançado em 1961. As seis composições do album – “Ruby My Dear”, “Trinkle, Tinkle” , “Off Minor”, “Nutty”, “Epistrophy” e Functional” tinham sido retiradas do imenso catálogo do pianista. Sua parceria com Thelonious Monk durante o ano de 1957 foi uma das mais belas da música e merece ter sua história contada.

Curiosamente: a faixa “Functional” é um longo solo apenas de Monk.

Faixas:

01 – Ruby, My Dear

02 – Trinkle, Tinkle

03 – Off Minor (Take 4)

04 – Nutty

05 – Epistrophy (Alternate Take)

06 – Functional (Alternate Take)

Musicos:

Thelonius Monk – piano (Faixas 1,2,4,6)

John Coltrane – Sax. tenor

Wilbur Ware – Baixo Acustico

Shadow Wilson – Bateria (Faixas 3,5)

Ray Copeland – Trompete

Gigi Gryce – alto saxophone

Coleman Hawkins – Sax. tenor

Wilbur Ware – Baixo

Art Blakey – Bateria

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1961 – The Complete Village Vanguard – John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou so o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: “Nunca mais o vi depois desse episódio” comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: “O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?”, Comenta. Charles Mingus; Gordon reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção “Jazz Workshop” na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente, muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros icones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título “A Night At The Village Vanguard” . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acustica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e, mais recentemente, Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia/quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entada em média: 30 Dolares.

Endereço URL: http://www.villagevanguard.net/

Faixas:

01 – India

02 – Greensleeves

03 – Miles´ Mode

04 – India

05 – Spiritual

Musicos:

John Coltrane – Sax. Tenor & Soprano

Eric Dolphy – Sax Alto & Clarinete

Garvin Bushell – Oboé

Ahmed Abdul-Malik – Oud Turkish

McCoy Tyner – Piano

Jimmy Garrison – Baixo Acustico

Reggie Workman – Baixo Acustico

Elvin Jones – Bateria

Download Here – Click Aqui Parte IV

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1961 – The Complete Village Vanguard – John Coltrane Parte III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland – Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à “cidade que nunca dorme” no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este “espectáculo” valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença… Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers – grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein no piano – e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. “Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock’n’roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros”.

Faixas:

01 – Chesin´The Trane

02 – Greensleeves

03 – Impressions

04 – Spiritual

05 – Naima

06 – Impressions

Musicos:

Johm Coltrane – Sax. Tenor & Soprano

Eric Dolphy – Sax. Alto & Clarinete

McCoy Tyner – Piano

Jimmy Garrison – Baixo Acustico

Reggie Workman – Baixo Acustico

Elvin Jones – Batéria

Download Here – Click Aqui Parte III

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1961 – The Complete Village Vanguard – John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenario para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite. Com um estilo inovador e de uma forma encorpada na arte do entreterimento, a casa de Max Gordon somou ao longo de sua historia, verdadeira obras primas no celeiro do jazz. Pra que visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome do lugar em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro – depois de descer uma escada de 15 degraus – são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e – até a sua morte em 1989 – em uma autobiografia de tirar o folego ” Ao Vivo no Village Vanguard”. São paginas de riquissimos detalhes que enriquece ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro “Ao Vivo no Village Vanguard, recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil – como Charles Mingus e Sonny Rollins – que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o clima dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele. Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, Lorraine, que continua aberto e mantém o alto nível da programação.

Mais uma dica de um livro para os amantes do Jazz.

Aqui a segunda parte de quatro do album “The Complete 1961 Village Vanguard Recordings” de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show. Nota-se um Coltrane mais sultiu e intimidador em seu sax. assim como performasse do grupo como um todo. São registros historicos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.

Dica: Livro – Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon

Ed. Cosac Naify)

Músicas:

01 – Brasilia

02 – Chasin´Another Trane

03 – India

04 – Spiritual

05 – Softly As In a Morning Sunrise

Musicos:

John Coltrane – Sax. Tenor & Soprano

Eric Dolphy – Sax. Alto & Clarinete

Garvin Bushell – Oboê

Ahme Abdul-Malik – Oud Turkish

McCoy Jones – Piano

Jimmy Garrison – Baixo Acústico

Reggie Wolman – Baixo Acústico

Elvin Jones – Bateria

Roy Haynes – Bateria

Download Here – Click Aqui Parte II

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1961 – The Complete Village Vanguard – John Coltrane Parte I

Ao vivo no Village Vanguard’ é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane e Sonny Rollins a Keith Jarret e Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem os freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou – o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a ‘República Independente de Washington Square’, a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador – um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. “Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você” – dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday» continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jezistica. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida, no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em actividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternida: «Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (…) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido». E pra comemorar esta faseta, colocarei alguns albúns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeir albúm gravado em 01 de Novembro de 1961.

Dica: Ao Vivo no Village Vanguard – Max Gordon (Ed. Cosac Naify – 2006)

Faixas:

01 – India

02 – Chesin´The Trane

03 – Impressions

04 – Spiritual

05 – Miles´Mode

06 – Naima

Musicos:

John Coltrane – Sax. Soprano & Tenor

Eric Dolphy – Sax. Alto e Clarinete

Ahmed Abdul-Malik – Oud Turkish na faixa 1 (inst. arabe)

McCoy Tyner – Piano

Jimmy Garrison – Baixo Acustico

Reggie Workman – Baixo Acustico

Elvin Jones – Bateria

Download Here – Click Aqui Parte – I

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1958 – Hard Driving Jazz (Cecil Taylor & John Coltrane)

Um questão muito marginalizada no jazz é o fato de comentarios e boatos a respeito de certas sombras que aparecem no decorrer do percursos serem mal entendidada e muitos usam do subtefugio de criar uma historia ficticia do que meramente pesquisar (kd a net) para tampar o filão redondo do burraco existente. Cecil Taylor And John Coltrane no albúm “Hard Driving Jazz” é uma desças duvidas proeminete. Existe uma grande quantidade de opiniões diversas sobre essa gravação e se por amor ou ódio penso que todo fã de Coltrane e Taylor deveriam concordadar e admira como estas duas fuguras juntas são surpreendente em si musicalmente falando. Uma boa mostra disso esta registrado em 1958 ou 1956? Eis a questão.

Na verdade são dois albuns que somam em uma só sessão e lançado em duas partes. A primeira parte vem em 14 de Outubro de 1956 como “Hard Driving Jazz” por Cecil e uma saraivada de musicos para a sua carreira com as quatro musicas do albúm “Coltrane Time” e mais as outras que foram gravadas em paceria com Trane e lançado pelo selo United Artists (referência menor em jaz na epoca). Posteriormente a segunda parte mais conhecida saiu em 13 de outubro de 1958 no classico “Coltrane Time”, parceria Coltrane e Taylor, album que é clássico com 4 faixas de pura adrenalina e com uma performa de John Coltrane no Sax. Tenor, Kenny Dorham no Trompete, Cecil Taylor no Piano, Chuck Israels no Baixo e Louis Hayes na Bateria, com a produção de Michael Cuscuna para o selo Blue Note. Aos amantes de Coltrene uma perola nas areias do jazz evolutivo. Vale lembrar aqui que Cecil no piano e Kenny Dorham no trompete é um show a parte. Cecil Percival Taylor, pianista e compositor, nasceu em New York City no dia 15 de março de 1933. Um lider nato no campo de jazz experimental influênciando toda uma geração. Seu estilo vem da admiração por Bela Bartok (Béla Viktor János Bartók de Szuhafő 1881-1945) e Igor Stravinksy (Ígor Fiódorovitch Stravinski 1882-1971) ambos compositores eruditos, sempre se caracterizou por experimentos que fugiam dos padrões tradicionais que, se por um lado conquistavam cada vez mais o respeito e o aplauso, não traduzindo exatamente aquilo que o público em geral solicitava. Cecil continua compondo e atuando além de lecionar em diversas universidades. Cecil com Coltrane tem uma vesta carreia e uma discografia que se perde nos alforjes do jazz.

Leo! esta postagem é em sua homenagem. Boa audição.

Faixas:

01 – Shifting Down

02 – Just Friends

03 – Like Someone In Love

04 – Double Clutching

05 – Charge ‘Em Blues

06 – Song

07 – Bemsha Swing

08 – Azure

09 – Rick Kick Shaw

10 – Sweet and Lovely

Músicos:

Faixas 1 a 4 (13/10/58):

John Coltrane – Sax. Tenor

Kenny Dorham – Trompete

Cecil Taylor – Piano

Chuck Israel – Baixo Acustico

Louis Hayes – Bateria

Faixas 5 & 6 (14/09/1956):

Steve Lacy – Sax. Soprano

Cecil Taylor – Piano

Buell Neidlinger – Baixo Acustico

Dennis Charles – Bateria

Faixas 7 a 10 (14/09/1956):

Cecil Taylor – Piano

Buell Neidlinger – Baixo Acustico

Dennis Charles Bateria

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1960 – Giant Steps (Deluxe Edition)

“Não estou certo do que procuro, exceto que é alguma coisa que ainda não foi executada. Mas não sei o que é. Só saberei quando conseguir tocá-la”. Em poucas palavras, essa era a essência de John Coltrane, um homem que só não foi mais longe porque teve a vida precocemente ceifada pelo destino mas mesmo assim, sua herança é espantosa no legado de jazz. Coltrane, além de ser um grande instrumentista e compositor, conseguiu marcar o jazz com modulações incessantes se marcando com um importante expoente do jazz modal, Bebop e Hardbop. Giant Steps magnifico álbum de 1959 e lançado pela Atlantic Records, empresa dos irmãos Ertegun, Ahmet e Nesuhioriginais que tinha fechado um contrato de um ano renovável por mais um com o saxofonista, tão logo o antigo acordo com a Prestige expirado. Os irmãos eram fãs de Coltrane desde os tempos em que tocava com Miles e logo descobriram que tinham assinado contrato com um artista extremamente exigente e que sabia exatamente o que desejava. Segundo Nesuhi “John Coltrane era único dentro de um estúdio. Ele sabia exatamente o que ele e os músicos deveriam soar e caso não gostasse de algo que estivesse sendo tocado, dizia imediatamente. Nós tínhamos cuidados especiais em dar o som que desejava.” Gravado em duas etapas: Dias 4 e 5 de maio de 1959 foram gravadas “Giant Steps”, “Cousin Mary”, “Countdown”, “Spiral”, “Syeeda’s Song Flute” e “Mr. P.C.”, com Coltrane no sax tenor, Flanagan (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (bateria). Dia 02 de dezembro, as vez de “Naima”, com Wynton Kelly e Jimmy Cobb nos lugares de Flanagan e Taylor, respectivamente Cobb, Kelly e Chambers eram músicos do quinteto fixo de Miles Davis. Lançadas em LP em 2 de Dezembro de 1960 era o segundo álbum a ser gravado para o selo Atlantic, marca a primeira vez em que todas as faixas eram exclusivamente compostas por Coltrane. O álbum demonstra o fraseado melódico de Trane que mais tarde viria a se chamar “sheets of sound” (termo cunhado em 1958 pelo crítico Ira Gitler da revista especializada em jazz “Down Beat” para descrever o novo e único estilo de improvisação do saxofonista John Coltrane. Gitler usou esta expressão nas notas do álbum Soultrane de 1958), apresentando também um novo conceito harmônico mais tarde conhecido como “Coltrane changes” (“mudanças Coltrane” em português). O álbum é também considerado o adeus ao estilo chamado “bebop”, posteriomente entraria em um novo território chamado jazz modal. Várias faixas vieram a se tornar standards como por exemplo “Naima”, “Giant Steps”, “Cousin Mary”, “Countdown” e “Mr.P.C.” Em 2003, o álbum foi classificado em 102º na revista Rolling Stone na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone. Em 2004, foi uma das 50 gravações a serem escolhidas pela Biblioteca do Congresso para serem adicionadas ao Registro de Nacional de Gravações. Em 1983, o jogador de basquete Kareem Abdul- Jabbar nomeou sua autobiografia (escrita conjuntamente com Peter Knobler) em homenagem a este álbum. Algumas faixas desse álbum surgiram durante sua participação nas gravações de Kind of Blue do Miles Davis, álbum considerado o marco do jazz modal. Todas as faixas compostas por John Coltrane.
Curiosidaddes: A faixa “Cousin Mary” é dedicada a sua prima”Mary” que segundo ele, “é uma pessoa bem alegre, divertida e tentei manter a essência dele nesse blues”. A sexta faixa “Naima” é uma homenagem á primeira esposà Juanita Naima Grubb uma muçulmana convertida a qual cariosamente chamava de Naima.

Esta postagem traz gravações originais de 1960 (Atlantic Records, vinil) e alternativos takes que posteriormente foi agragado em 1990 (Atlantic Records, CD remasterizado), 1994 (Mobile Fidelity, Gold CD – Com faixas alternativas 8-12) e 1998 (Rhino Records, CD de edição de luxo, vinil de 180 gramas – Com faixas alternativas 8-12 e faixas alternativas adicionais 13-15, mas sem faixas alternativas no vinil) para delirios de colecionadores.

Faixas:

01 – Giant Steps

02 – Cousin Mary

03 – Countdown

04 – Spiral

05 – Syeeda’s Song Flute

06 – Naima

07 – Mr. P.C. (Mr. Paul Chambers) ****

08 – Giant Steps (Alt. Take)

09 – Naima (Alt. Take)

10 – Cousin Mary (Alt. Take)

11 – Countdown (Alt. Take)

12 – Syeeda’s Song Flute (Alt. Take)

13 – Giant Steps (Alt. Take)

14 – Naima (Alt. Take)

15 – Giant Steps (Alt. Take)

Musicos:

John Coltrane – Sax. Tenor

Tommy Flanagan – Piano*

Paul Chambers – Baixo*

Art Taylor – Bateria*

Wynton Kelly – Piano**

Jimmy Cobb – Bateria**

Cedar Walton – Piano***

Lex Humphries – Bateria***

* Gravado em 4 e 5 de Maio de 1959: faixas principais 1-5, 7; faixas alternativas 10-12, e faixa adicional 15.

** Grav. em 02 de dezembro de 1959: faixa principal 06.

*** Grav. em 01 de Abril de 1959 (26 de Março de acordo com nota da Rhino Records): faixas alternativas 08 e 09, e faixa adicional alternativa 13 e 14.

**** Influente contrabaixista conhecido como Mr. P.C. figura notável em grande parte das gravações dos grupos dos das décadas de 1950 e 1960.

Download Here – Click Aqui

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1959 – Cannonball & Coltrane

John Coltrane foi sem sombra de dúvida um dos músicos mais conceituado e figurado saxofonista do jazz pela historia jazofilica. Gravou mais 100 albuns, entre discos solos e como sideman, realizou com Miles Davis, Duke Elington, Thelonious Monk, Sonny Rollins e muitos outros músicos conceituado, magnificas obras primas e em cada um delas expressou os períodos da sua carreira marcada por uma rica e ousada diversidade. Em Cannonball & Coltrane, ouvimos Cannonball Adderley e John Coltrane em uma sessão com o Miles Davis Sextet – sem Miles, claro, abrilhantando uma performa-se que ficaria nos anais do jazz para sempre. Com Miles longe, Julian Adderley comanda uma bela e descontraída tarde e noite a dentro de perfeito hard bop. Não que tenha deixado Trane em segundo plano; pelo contrário, deu espaços e valorizou, inclusive, suas composições. O trio Wynton Kelly, Jimmy Cobb e Paul Chambers, dão um show usual a parte com Chambers sobresaido em galgas incansaveis no braço de seu baixo durante toda a gravação. Paul foi um dos primeiros baixistas a ser reconhecido como um ótimo improvisador, por conta de seus solos extremamente criativos. Grande parte dessa característica veio do fato de Chambers ter sido eclético o suficiente para ter tocado tanto com Thad Jones e Barry Harris como por ter desenvolvido um trabalho na área da música erudita com o grupo Detroit Strings Band. Nos saxofones em estéreo (Adderley está na esquerda, Trane na direita) percebe-se saxs sincopados em Limehouse Blues, belíssimos solos de Coltrane em Stars Fell On Alabama, floreados e uma altíssima velocidade em Grand Central, majestando um album polido, bem executado, perfazendo um entender porque o bop estava sumindo do cenário nesse periodo. Gravado em Chicago no dia 03 de fevereiro de 1959 e nada é em definitivo, esse álbum é, uma verbete de enciclopédia. Então aproveitem a remasterização cristalina – mixagem sutil e inteligente para todos os instrumentos soarem como captados na semana passada.

produzido por Jack Tracy para o seio da Philips International Series – Mercury

Faixas:

01 – Limehouse Blues (Braham, Furber)

02 – Stars Fell on Alabama (Parish, Perkins)

03 – Wabash (Adderley)

04 – Grand Central (Coltrane)

05 – You’re a Weaver of Dreams (Young, Elliott)

06 – The Sleeper (Coltrane)

Musicos:

Cannonball Adderley – Sax Alto (exceto faixa 05)

John Coltrane – Sax Tenor (exceto faixa 02)

Wynton Kelly – Piano

Jimmy Cobb – Bateria e Percursão

Paul Chambers – Baixo

Download – Here

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John Coltrane With Kenny Dorham

1958 – Coltrane Time

Há sempre um tempo para tudo, assim se refere o famoso Livro de Eclesiastes. Houve um tempo em que “A Forma do Jazz” surgiu com os primeiros Jazzmam da historia. Um tempo em que, com muito gosto, partilhei opiniões sobre músicos, discos e concertos. Um tempo em que recebi elogios e também algumas críticas. Mas ouve um tempo em que uma gravadora “Blue Note” era sinônimo de boa música e títulos históricos para consumidores de jazz. Um tempo que esse registro era um preâmbulo imaginário e um encontro dissonante, quando John recruta três figuras elipsia suficientemente capazes de abordar um domínio musical que a´tempo Coltrane trabalhava como inovador e interino estilo que se formava. Sendo livre em suas idéias, cuidou apenas de reunir nada menos que Cecil Taylor no piano e Kenny Dorham no trompete para esmiuçar o particípio do verbo criacionista em “Coltrane Time”, fato incomum dessa sessão de líderes, sobretudo sendo dos maiores músicos de jazz. Este álbum apresenta uma forma letal de dissuasão, com os músicos dispostos a assumir riscos ou qualquer expressão esférica de emoção e emocionalidade que quase não se traduz a percepção da genialidade de Coltrane ou Cecil – com a possível exceção do trompetista Kenny Dorham, que sai como a estrela do show. Digo isto pelo fato de que ainda continua a ser um dos melhores álbum de Coltrane. Este disco é uma bomba para aqueles que consegui deferência partitura de uma leitura de notas nas pautas do cool em transcendência. Gravado em Nova York, Nova Iorque, em 13 de outubro de 1958 , produzida por Michael Cuscuna e lançado pelo selo Blue Note.

Pessoal:

John Coltrane – Sax. Tenor

Kenny Dorham – Trompete

Cecil Taylor – Piano

Chuck Israels – Baixo

Louis Hayes – Bateria

Track:

01 – Shifting Down

02 – Just Friends

03 – Like Someone In Love

04 – Double Clutching

Download – Here

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1958 – Kenny Burrell & John Coltrane

Poucos artistas foram influentes no jazz como o saxofonista John Coltrane. Em cada um dos vários períodos de sua carreira foram produzidos trabalhos clássicos que permanecem até o dia de hoje como modelos para os jazzistas do mundo inteiro. Começou a carreira tocando em big bands, após a Segunda Guerra. De 1955 a 1960 fez parte do histórico quinteto-sexteto de Miles Davis, tendo participado de discos memoráveis como Cookin’, Relaxin’, Steamin’, Workin’, Milestones e Kind of Blue. Essa foi a sua primeira grande fase, musicalmente falando, embora tenha sido um período difícil em sua vida pessoal, devido a um vício em heroína adquirido no final dos anos 40. (cogita que esse problema foi o motivo de Miles o demitir e recontratar duas vezes, em 1956 e 1957.) Enquanto estava com Davis, também fez várias gravações como sideman, e em 1957 fez sua primeira gravação como líder. Durante o seu último mês com Miles Davis’ grupo, John Coltrane participou de uma série de gravações pela Prestige, independentemente de Davis e este álbum é um dessas joias. Em 07 de Março de 1958, quando esta gravação foi feita, Coltrane exerceu seu gênio criativo que durante este período, sua obra começou a transcender para o “bebop” e “cool”, antecipando ainda mais modernos desenvolvimentos no jazz-mudanças que iria afetar toda uma geração de músicos. Em Kenny Burrell com John Coltrane, ouvimos um jazz criativo em especial ” Why Was I Born”, um dueto que destaca os músicos não só na capacidade de saborear cada nota, mas sim para ter um filim na composição e desenvolvimento. Uma espinha dorsal das amarras que Trane já prometia. A sultileza do baixo de Paul Chambers transpoêm os limites da pegada de Kenny Burrell nas cenas liricas de sua cordas e Trane as mordaças de um Bebop imaginavel. Magistal por assim dizer.

Gravado no estúdio VAN GELDER, hackensack em 07 de março de 1958.

Tracks:

o1 – Freight Trane

02 – I Never Knew

03 – Lyresto

04 – Why Was I Born

05 – Big Paul

Pessoal:

Kenny Burrell – Guitar

John Coltrane -Sax. Tenor

Tommy Flanagan – Piano

Paul Chambers – Baixo

Jimmy Cobb – Bateria

Download – Here

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John Coltrane

1958 – Bahia

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Tracks:

1 – Bahia – A. Barroso (6:19)

2 – Goldsboro Express – John Coltrane (4:41)

3 – My Ideal, Whiting – Chase (7:30)

4 – I’m A Dreamer, Aren’t We All- Henderson,DeSylva, Brown (6:59)

5 – Something I Dreamed Last Night – Yellen,Magidson,Fain (10:48)

Credits:

Paul Chambers – Bass

Jimmy Cobb – Drums

John Coltrane – Sax (Tenor)

Red Garland – Piano

Wilbur Harden – Trumpet, Flugelhorn

Freddie Hubbard – Trumpet

Art Taylor – Drums

http://www.johncoltrane.com/

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Duke Ellington & John Coltrane

1962 – Duke Ellington & John Coltrane

Host: Sharebee

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 Encontro histórico e um dos maiores discos de jazz

de todos os tempos. Composições tradicionais de Duke com solos inspiradíssimos de Coltrane. Não precisa falar mais nada, baixem amigos!

Tracks:

1. In a Sentimental Mood (4:14)

2. Take the Coltrane (4:42)

3. Big Nick (4:27)

4. Stevie (4:22)

5. My Little Brown Book (5:20)

6. Angelica (6:00)

7. The Feeling of Jazz (6:00)

Credits:

Duke Ellington — Piano

John Coltrane — Saxofone (Tenor)

Jimmy Garrison — Contra-Baixo (nº 2,3,6)

Aaron Bell — Contra-Baixo (nº 1,4,5,7)

Elvin Jones — Bateria (nº 1,3,6)

Sam Woodyard — Bateria (nº 4,5,7)

http://www.dukeellington.com/

http://johncoltrane.com/

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John Coltrane

Lush Life – John coltrane 1958

Host: Sharebee

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1. Like Someone In Love

2. I Love You

3. Trane’s Slo Blues

4. Lush Life

5. I Hear A Rhapsody

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Miles Davis & John Coltrane

2001 – The Best of Miles Davis & John Coltrane: 1955-1961

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Tracks:

1. Two Bass Hit

2. Dear Old Stockholm

3. Bye Bye Blackbird

4. ‘Round Midnight

5. Straight, No Chaser (Alternate Take)

6. Milestones

7. So What

8. Blue In Green

9. Some Day My Prince Will Come

Credits:

Cannonball Adderley – Sax (Alto)

Jimmy Cobb – Drums

John Coltrane – Sax (Tenor)

Bob Belden – Compilation Producer

Michael Cuscuna – Compilation Producer

Miles Davis – Trumpet

Red Garland – Piano

Philly Joe Jones – Drums

Hank Mobley – Sax (Tenor)

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John Coltrane

1960 – Coltrane Plays the Blues

Host: Sharebee

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Coltrane‘s sessions for Atlantic in late October 1960 were prolific, yielding the material for My Favorite Things, Coltrane Plays the Blues, and Coltrane’s Sound. My Favorite Things was destined to be the most remembered and influential of these, and while Coltrane Plays the Blues is not as renowned or daring in material, it is still a powerful session. As for the phrase “plays the blues” in the title, that’s not so much an indicator that the tunes are conventional blues (which they aren’t). It’s more indicative of a bluesy sensibility, whether he is playing muscular saxophone or, on “Blues to Bechet” and “Mr. Syms,” the more unusual-sounding (at the time) soprano sax. Elvin Jones, who hadn’t been in Coltrane’s band long, really busts out on the quicker numbers, such as “Blues to You” and “Mr. Day.” The 2000 reissue on Rhino adds five bonus tracks: two alternates apiece of “Blues to Elvin” and “Blues to You” (which were originally released on the 1995 Heavyweight Champion: The Complete Atlantic Recordings box), and “Untitled Original (Exotica).” This last track first appeared on the 1970 compilation The Coltrane Legacy and, like every other one on this CD, was recorded on October 24, 1960.

by Richie Unterberger (Allmusic.com)

Tracks:

1 – Blues to Elvin

2 – Blues to Bechet

3 – Blues to You

4 – Mr. Day

5 – Mr. Syms

6 – Mr. Knight

7 – Untitled Original [Exotica]

8 – Blues to Elvin [Alternate Take 1]

9 – Blues to Elvin [Alternate Take 2]

10 – Blues to Elvin [Alternate Take 3]

11 – Blues to Elvin [Alternate Take 4]

Credits:

Vanessa Atkins – Editorial Supervision

Steve Bates – Reissue Art Director

John Coltrane – Sax (Alto), Sax (Soprano), Sax (Tenor)

Steve Davis – Bass

Tom Dowd – Engineer

Nesuhi Ertegun – Producer, Supervisor

Lee Friedlander – Cover Photo

Dan Hersch – Remastering

Elvin Jones – Drums

Bob Slutzky – Cover Design

Neil Tesser – Annotation

McCoy Tyner – Piano

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John Coltrane

1965 – Ascension

Host: MediaFire

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CLICK TO DOWNLOAD Ascension-Edition II

CLICK TO DOWNLOAD Ascension-Edition I

Tracks:

1. Ascension-Edition II

2. Ascension-Edition I

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Milt Jackson & John Coltrane

1959 – Bags and Trane

Host: MediaFire

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Filename: 1959 – Milt Jackson & John Coltrane – Bags & Trane.zip

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Abraço; Ludmila

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